Saúde & Bem Estar

Fevereiro Laranja: Conscientização Sobre a Leucemia

Escrito por:Redação SO.U + Bem Estar |

O mês de fevereiro também é palco para uma campanha contra a leucemia e à favor da vida

O Fevereiro Laranja veio como uma forma de conscientização sobre os riscos da leucemia para pessoas de todas as idades. Ele também busca disseminar informações de qualidade a respeito da doença e exalta a importância do diagnóstico precoce.

No ano de 2020, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) registrou cerca de 10 mil novos casos de leucemia no Brasil. O número representa um aumento de 31,8% nos casos em comparação aos números de 2019 — a maior fatia dos diagnósticos pertencem ao sexo masculino

Com mais conhecimento é possível estar atento aos principais sinais de manifestação da enfermidade. Assim, é necessário pontuar a respeito da relevância de um diagnóstico precoce para aumentar as chances de combate daquela pessoa.

Nesse artigo você irá conhecer mais sobre os tipos de leucemia, quais são os principais sinais da doença, como é feito o diagnóstico e as possibilidades de tratamento mais comuns para cada caso. Confira!

O que é leucemia?

A leucemia é um câncer que tem origem na medula óssea, também conhecido popularmente como tutano. Essa parte da anatomia do corpo é responsável pela produção das células que compõem o sangue.

Nascendo da medula, as células que abrigam a doença, conhecidas como leucêmicas, saem do seu ponto inicial para se infiltrar no sangue, gânglios linfáticos, órgãos, sistema nervoso central, testículos, entre outros.

Em crianças, a leucemia torna as células inúteis para a realização de funções pré determinadas. Elas se propagam em uma velocidade rápida e, aos poucos, vai tomando o lugar das saudáveis, tanto na medula do indivíduo quanto no sangue como um todo.

Veja também: Dia Internacional do Câncer na Infância

Quais são os tipos e subtipos de leucemia?

Dentro desse câncer existem alguns subtipos que são especificados pelas suas características individuais. Eles são divididos nos tipos linfoide ou mieloide, estes podendo se manifestar com os subtipos agudo ou crônico. Entenda os subtipos de leucemia a seguir:

  • Aguda: nessa manifestação, as células afetadas não executam as funções que deveriam. Elas têm um desenvolvimento acelerado e, geralmente, agem em pouco tempo;
  • Crônica: diferentemente do subtipo agudo, essa manifestação ocorre de maneira mais lenta. As células, no início, ainda conseguem executar parte do trabalho devido. Mas com o tempo se agrava.

Os tipos de leucemia são classificados tendo como base os glóbulos brancos que afetam. O câncer que tem como alvo as células linfóides, podem ser conhecidos de 3 formas: linfoide, linfoblástica ou linfocítica.

Já nos casos de manifestação nas mielóides, podem ser chamadas de: mieloblástica ou mielóide. Dessa forma, com a combinação dos tipos e subtipos temos quatro formas comuns de leucemia. Acompanhe:

  • Linfóide aguda: tem um rápido avanço. Ela acomete, em sua maioria, crianças, mas é possível surgir em adultos também;
  • Mieloide crônica: possui uma evolução lenta e atinge adultos;
  • Linfoide crônica: tem um desenvolvimento lento. Seu principal alvo são pessoas com mais de 55 anos, é raro que tenha manifestação em crianças;
  • Mieloide aguda: de rápida progressão, ela tem incidência em diversas faixas etárias, mas ocorre de forma mais contundente com o passar dos anos.

Agora que você já sabe como é feita a classificação da doença, confira a seguir as características da manifestação do câncer. O diagnóstico precoce salva vidas e ele começa em casa.

Veja também: Plantão #26 – Câncer: Verdade e Mito

Quais são os principais sinais da manifestação?

Os indícios da presença da leucemia podem ser variados, dependendo dos tipos e subtipos da doença. No entanto, os indicadores mais comuns são:

  • falta de ar;
  • fadiga;
  • dor de cabeça, visão dupla, náuseas, vômitos e desorientação;
  • palpitações;
  • baixa imunidade;
  • sangramentos na gengiva, nariz, entre outros;
  • manchas e pontos roxos na pele;
  • febre e/ou suores noturnos;
  • perda de peso sem uma explicação plausível;
  • desconforto no abdômen;
  • dor nos ossos e articulações;

 

Ao sentir ou observar alguns dos sintomas listados, é necessário procurar um médico para que o mesmo faça uma avaliação profissional dos sinais que o seu corpo está manifestando.

Não adie essa visita ao consultório, um diagnóstico feito de forma prematura pode ser decisivo na sua remissão ou na cura da doença.

Veja também: Combate ao câncer de pele

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico precoce pode ser feito por meio de exames simples e de rotina como exames laboratoriais, clínicos e até radiológicos. Por meio desses exames é possível identificar a leucemia mesmo antes dela apresentar alguma manifestação física no paciente.

Em casos que existam suspeitas de um quadro de leucemia, o indivíduo deverá, em primeira instância, procurar um médico e este poderá encaminhar a pessoa para um hematologista.

O principal exame que poderá confirmar a suspeita é um hemograma. Nessa análise, poderá ser detectado um aumento nos leucócitos, este podendo ou não estar aliado também à uma alteração nas plaquetas e hemácias.

Ainda deverão ser feitas averiguações por meio de exames de bioquímica. Após a confirmação desses indícios deverá ser feito um exame direto na medula óssea. O material coletado será avaliado e, dessa forma, confirma-se a existência da doença.

Conforme dito anteriormente, o diagnóstico precoce pode salvar vidas e facilitar tratamentos. Então fique atento aos sinais mostrados anteriormente e faça exames de rotina pois uma detecção pode acontecer por meio de um simples exame de laboratório.

Quais são os principais tratamentos?

Como foi possível perceber, existem diversas categorias da doença e, para cada uma delas, deverá ser feita uma análise de melhor tratamento. Essa avaliação deverá levar em conta fatores como faixa etária e nível de gravidade da leucemia.

  • Quimioterapia;
  • Cirurgia;
  • Radioterapia;
  • Imunoterapia;
  • Transplante de medula óssea.

Estes são alguns dos tratamentos que combinados ou isolados, podem proporcionar o controle, a remissão ou a cura para alguns pacientes.

O transplante de medula óssea é um dos tratamentos que podem promover a cura do paciente, por isso, é importante que todos façam cadastro como doadores de medula. Essa atitude pode ser decisiva na hora de salvar uma vida.

Veja também: Dia Mundial do Combate ao Câncer

Sobre o autor

Portal de Notícias sobre esporte, saúde, e bem-estar. Uma fonte de Informações a partir de pesquisas científicas nas áreas de ortopedia, medicina esportiva, fisioterapia e tratamentos coadjuvantes.

Dúvidas e Comentários

Espaço para que você possa deixar suas dúvidas e comentários, que serão respondidas pelos nossos Especialistas.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja também

Artroscopia de Quadril: entenda o que a técnica cirúrgica pode tratar

Neste artigo, o Dr. Leandro Ejnisman, especialista em ortopedia e traumatologia, esclarece as principais dúvidas a respeito desse método inovador

Leia mais

Os benefícios da prática de natação pós Covid-19

A Dra. Giovanna Sperandio discorre a respeito desse assunto

Leia mais

Maio Amarelo: prevenção é a palavra-chave

Os médicos ortopedistas Dr. Pedro Baches Jorge e Dr. Bruno Takasaki Lee falam a respeito da prevenção de lesões causadas por má-postura ao volante

Leia mais