Saúde & Bem Estar

Combate ao câncer de pele

Escrito por:Redação SO.U + Bem Estar |

Os doutores Thais Bello e José Jabur da Cunha tiram as principais dúvidas a respeito do câncer de pele.

A época de férias é conhecida por ser um período onde há muita exposição ao sol. Por isso, no mês  de dezembro começam as campanhas que são usadas como instrumento de combate e conscientização ao câncer de pele

A verdade é que o contato do sol diretamente com a pele pode trazer malefícios para a saúde de homens e mulheres. Dessa forma, o câncer de pele é um dos tipos mais comuns da doença.

Os números mostram que 33% dos diagnósticos de câncer são localizados na pele, que é o maior órgão do corpo humano. Vale ressaltar que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) a cada ano são registrados por volta de 185 mil casos de câncer no país.

Para falar sobre a importância da prevenção ao câncer de pele, seu diagnóstico e possíveis tratamentos, trouxemos o Dr. José Jabur da Cunha* e a Dra. Thais Bello*. Eles irão esclarecer os principais questionamentos acerca da temática. Acompanhe a leitura!

Qual é a importância do dezembro laranja?

O combate a uma doença acontece de várias formas. Existe o tratamento médico e a prevenção para que não haja necessidade de uma ação de profissionais da área da saúde.

Ao longo do ano vemos campanhas importantes sobre a conscientização sobre enfermidades evitáveis, como é o caso do câncer de pele.

Dessa forma, se faz necessária uma identificação precoce. “O câncer da pele, quando diagnosticado nas fases iniciais, apresenta taxas de cura próximas a 100%. Já em fases tardias a história pode ser muito diferente e até levar ao óbito”, afirma o Dr José Jabur da Cunha.

Mas como evitar? De acordo com o especialista, essa doença está ligada diretamente à exposição solar. “Indivíduos que se expuseram ao Sol de maneira responsável durante a vida têm muito menos risco de desenvolver um câncer de pele”, ressalta.

O acesso à informação de qualidade deve ser feito de maneira responsável e sempre visando levar conhecimento para a população, principalmente aos que não possuem fácil acesso a materiais ligados à saúde do maior órgão do corpo.

Mas os conhecimentos devem ser colocados em prática. Pois, dessa maneira, a aplicação desse saber poderá ajudar na identificação dos primeiros sinais da doença, que você confere a seguir.

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Como saber se posso estar com câncer de pele?

É importante saber que apenas médicos dermatologistas podem identificar e afirmar se aquela pessoa tem sintomas cancerígenos na pele.

Apesar de o diagnóstico só poder ser efetivamente sinalizado em uma consulta com exames, é necessário também ficar atento aos sinais do seu corpo para assim conseguir ter uma visualização precoce do possível problema.

A seguir, a  Dra. Thais Bello, deixa algumas dicas para observar sinais importantes dentro do contexto do diagnóstico precoce.

1.    Pinta

Ela pode ser diferente das outras do seu corpo. A pinta poderá apresentar mudanças, seja no formato ou no crescimento da mesma. Também é importante estar atento se ela estiver coçando ou sangrando facilmente.

2.    Lesões

Ter lesões momentâneas na pele não é um traço cancerígeno mas se essas feridas não cicatrizarem ou formarem alguma “bolinha” firme é necessário consultar um especialista.

“Nesses casos, a recomendação é procurar o dermatologista sem demora”, comenta a especialista. Sendo assim, se você observar algum sintoma listado é necessário investigar, pois a identificação precoce poderá significar a cura.

É importante que você faça observações regulares do seu corpo, conhecer a sua pele é essencial para identificar possíveis anomalias. Esse conhecimento faz toda a diferença.

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Quais são os tipos de câncer de pele?

Existem 3 tipos de câncer de pele, eles podem se manifestar em diferentes áreas do órgão. Entre eles existem dois que são facilmente encontrados nos diagnósticos. Estarão listados a seguir:

1.    Carcinoma basocelular (CBC)

Essa é a forma que mais é encontrada. Ele se manifesta na unidade mais profunda da pele, conhecida como epiderme, e tem origem direta nas células basais. Essa forma de câncer tem uma média alta de cura, desde que seja identificado precocemente.

Eles estão localizados em áreas que possuem uma maior exposição aos raios solares. Podendo ser orelhas, pescoço, costas, entre outros.

2.    Carcinoma espinocelular (CEC)

Este está presente nas camadas superiores da pele e o seu desenvolvimento poderá se dar em diversas zonas do corpo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), essa forma de câncer é mais frequente no sexo masculino.

3.    Melanoma

O Melanoma é um dos mais agressivos e com maior taxa de mortalidade. Apesar de soar alarmante, existe chance de cura. Quando identificado de forma precoce, há uma chance de 90% de recuperação total, mas quando o diagnóstico é feito de forma tardia as chances diminuem consideravelmente.

“Dois grupos de câncer de pele são responsáveis por 95% dos casos. São eles os melanomas e os carcinomas”, afirma o Dr. José Jabur da Cunha. Eles apresentam diferenças distintas que são facilmente identificadas por uma especialista.

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Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito por meio de um exame dermatológico, esse exame, realizado por um profissional da área, poderá identificar um possível câncer de pele. “O auxílio de um aparelho chamado dermatoscópio é a maneira mais eficaz para detectar a doença”, explica a Dra. Thais Bello.

Quais são os possíveis tratamentos?

O tratamento do câncer da pele praticamente em todos os casos começa com uma cirurgia. Uma cirurgia para remoção completa do tumor. Atualmente existem diversas técnicas para fazer a retirada, sendo a mais eficiente a chamada Cirurgia Micrográfica de Mohs, segundo afirma o especialista José Jabur da Cunha.

“Os casos que são mais graves devem ter o tratamento complementado por radioterapia ou mesmo terapias sistêmicas como as chamadas terapia alvo e imunoterapia. Vale lembrar que quando identificado nas suas fases iniciais a cirurgia é quase sempre curativa e a única etapa do tratamento”, diz o médico.

Como proteger a nossa pele?

É necessário ressaltar que cada indivíduo tem uma sensibilidade diferente ao Sol e portanto deve se proteger de maneira diferente.

Mas as pessoas de pele clara, olhos claros, múltiplas pintas pelo corpo, ou com históricos de câncer de pele devem se proteger de modo muito mais rigoroso. De modo geral devemos ter em mente que é importante praticar uma exposição solar consciente.

Existem algumas regras básicas que devem ser seguidas por todos, confira a seguir:

  • faça uso de chapéus, bonés, e outros acessórios para a proteção direta da pele;
  • evite ficar exposto ao sol;
  • utilize filtros solares na quantidade correta durante todos os dias e fazer novas aplicações de duas em duas horas;
  • consulte um médico dermatologista anualmente.

“Gosto sempre de falar em consciência solar, que inclui uma série de decisões e escolhas que vão além do filtro solar. O filtro, claro, é indispensável, mas pode não ser suficiente. É essencial associar a outras medidas de proteção física”, contextualiza a Dra Thais Bello.

É importante estar atento aos sinais do seu corpo, bem como ter hábitos de proteção diário com a pele.

“Não podemos esquecer que o câncer da pele aparece… na pele!”, diz o Dr José Jabur da Cunha.

O Check up dermatológico é muito importante e simples. Ele deve ser feito anualmente e com um profissional qualificado.

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*Dr. José Antônio Jabur da Cunha ( CRM 117139) é Médico Dermatologista, Chefe de equipe de dermatologia do Hospital Samaritano, Chefe do Setor de Cirurgia Dermatológica da Santa Casa de São Paulo. Possui título de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, epecialização em cirurgia de Mohs pelo Hospital do Servidor Público Municipal. É Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. | http://www.altacasaclinica.com.br/ | (11) 99258-5525

*Dra. Thais Bello é dermatologista formada pela USP- SP, especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. | https://womenshealthbrasil.com.br/tipos-de-cancer-de-pele/ | @drathaisbello

Sobre o autor

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