Ortopedia

Dor de cotovelo não é só ciúme

Escrito por:Redação SO.U + Bem Estar | 8 min

Conheça alguns dos males que podem atingir a articulação

Nem ciúme, nem inveja. Uma série de outras condições podem causar dor de cotovelo. Figurando entre as principais articulações do corpo humano, o cotovelo, localizado entre o braço e antebraço, é responsável por maior parte da movimentação dos membros superiores. E, assim, precisa da devida atenção e cuidado.

O cotovelo é formado pelo encaixe perfeito de três ossos: úmero (braço), rádio e ulna, ambos do antebraço. A junção entre eles forma a articulação que tem dois compartimentos: articulações ulnoumeral e radiocapitelar, responsáveis pela extensão e flexão. Ainda, o rádio e a ulna formam a articulação radioulnar proximal, que possibilitam a rotação do antebraço, em movimentos de pronação (palma da mão para baixo) e de supinação (palma da mão para cima). Ainda, há os ligamentos, fundamentais para a estabilidade, e cartilagens, que revestem os ossos para proteger dos atritos.

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Considerando a complexidade da sua composição, é possível entender a série de razões pelas quais dores podem aparecer na região. De acordo com o especialista em ombro e cotovelo da Clínica SO.U, Dr. João Polydoro, algumas das principais causas podem ser Epicondilite lateral (Cotovelo do tenista ), Epicondilite medial (Cotovelo do golfista), Tendinite do bíceps, Síndrome cubital (compressão do nervo ulnar), Artrite gotosa e Bursite olecraniana.

Para saber mais sobre cada uma, ele explica brevemente as condições e alerta que “sempre que a dor for persistente é importante procurar o especialista para evitar cronificação”.

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Epicondilite Lateral: condição que afeta a origem dos tendões extensores do cotovelo, dividida em fases de evolução. Inicialmente é uma condição muito dolorosa e debilitante. Os tratamentos são diversos, a depender da fase de evolução. A Epicondilite Medial é semelhante, porém afeta os tendões flexores, ou seja, a parte interna do cotovelo.

Bursite olecraniana: tem diversas causas, desde de inflamatórias a traumáticas. Há o aumento da parte posterior do cotovelo, denominada bursa do olecrano. A situação dolorosa e, em caso de infecção, trata-se de uma urgência médica que em alguns casos necessita de antibiótico e cirurgia.

Artrites do cotovelo: são situações mais raras, porém a mais frequente é a artrite gotosa seguida das artrites pós traumáticas e, por fim, infecciosas e reumatológicas. A gotosa está relacionada ao aumento do ácido úrico no sangue e deve ser acompanhada juntamente de um reumatologista. As traumáticas ocorrem após acidentes ou traumas de repetição, como em lutadores com formações ósseas no cotovelo. Cada caso deve ser analisado com cautela, exames laboratoriais e de imagem ajudam a concluir o diagnóstico.

Compressão do nervo ulnar ou Síndrome cubital: muito frequente principalmente entre as pessoas que gostam de ler deitadas ou escrever no celular. O apoio da parte interna do cotovelo, com flexão exagerada do mesmo, leva à compressão do nervo ulnar, o famoso nervo do choquinho (quando batemos a parte interna do cotovelo). Causa dormência do 4° e 5° dedos da mão. Quando isso começa a ficar constante, é preciso procurar tratamento. Mudar postura e apoio são as primeiras medidas. Em alguns casos pode ser necessária a descompressão cirúrgica.

E é possível quebrar o cotovelo? “As fraturas do cotovelo são muito comuns e são denominadas bimodais. Acometem, com mais frequência, as crianças e idosos após queda no solo com a mão espalmada. Muitas vezes necessitam de tratamento cirúrgico”, explica o médico.

 

*Dr. João Polydoro é especialista em Ombro e Cotovelo. Possui graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Atualmente é ortopedista vinculado a sociedade brasileira de ortopedia e traumatologia, especialista em cirurgia de ombro e cotovelo e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo (SBCOC) e da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Trauma do Esporte (SBRATE), formado pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo no Departamento de Ortopedia e Traumatologia Pavilhão Fernandinho Simonsen onde é membro do Grupo de Trauma do Esporte. Atua em diversos hospitais entre eles a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Cirurgião de Ombro e Cotovelo do núcleo avançado de Cirurgia de Ombro e Cotovelo do Hospital Sírio Libanês e como Cirurgião de Ombro e Cotovelo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz onde também atende na retaguarda do Hospital.

 

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