Saúde & Bem Estar

Crianças sedentárias = Doentes do futuro

Escrito por:Dra. Vanessa Ribeiro de Resende | 5 minutos de leitura

A Organização das Nações Unidas (ONU), está engajada em educar pais e crianças a terem um estilo de vida mais ativo, estimulando que crianças de até cinco anos troquem as telas eletrônicas pelas atividades físicas e práticas que incluam interações no mundo real

O mundo globalizado de hoje, não permite, na maioria das grandes cidades, brincadeiras nas ruas e encontros ao ar livre; as crianças estão sendo condicionadas a verem o mundo por meio de uma tela. Não é raro ver crianças nos carros, em ambientes públicos, ou mesmo dentro de casa com os olhos grudados nos tablets e celulares. A situação está tão assustadora que precisamos ficar atentos e refletir sobre o quanto a tecnologia está impactando de forma negativa na saúde das crianças.

É fundamental que a criança se movimente e permaneça ativa durante a maior parte do dia quer seja correndo, pulando, engatinhando ou apenas brincando.

Infelizmente, muitos pais e responsáveis, além de não dar o exemplo de serem ativos, muitas vezes estão entregando celulares e tablets para crianças a partir de 02 anos de idade, para entretê-las, deixando-as muito tempo paradas. Há casos de crianças que passam cerca de 08 horas diárias na frente da tv ou do computador, inativas, só vendo a vida passar diante de seus olhos.

Essa inatividade na mais tenra infância, além de longos períodos diante de aparelhos eletrônicos, pode trazer males aos olhos, problemas articulares, sobrepeso, timidez e dificuldade de convívio social com outras crianças, afetando não somente a saúde física, mas o emocional dos pequenos.
Dados
Recentemente a Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou recomendações sobre o uso de aparelhos eletrônicos por crianças de até 05 anos de idade. De acordo com o órgão, cerca de 40 milhões de crianças em todo o mundo – em torno de 6% do total de meninos e meninas – estão acima do peso.

Já a Organização das Nações Unidas, (ONU), também está engajado para que crianças de até cinco anos troquem as telas eletrônicas pelas atividades físicas ou por práticas que não envolvam necessariamente exercícios, mas incluam interações no mundo real, como a leitura, contar histórias, brincadeiras lúdicas que aprimorem todos os sentidos das crianças e permitam que elas vivenciem essa fase com naturalidade.

Os pais obrigam as crianças a estudar, se alimentar, cuidar da sua higiene, dormir, mas não se preocupam em ensiná-las que a atividade física é tão importante quanto as demais obrigações referentes a sua saúde e educação, e para muitos tem ficado em segundo plano, ou pior, nem tem feito parte da vida dos pequenos.

Sabemos como a tecnologia é viciante e importante, no entanto, encontrar outros meios de diversão, brincadeiras que envolvam família e amigos, até para fortalecer os laços e fazer com que a criança se movimente é de suma importância que a criança de hoje não se torne o sedentário de amanhã. A tecnologia é ótima e indispensável nas nossas vidas, mas assim como tudo na vida deve ser usada com equilíbrio e moderação, e não pode e não deve ser prejudicial à nossa saúde.

Referências:
OMS

Sobre o autor

Médica do Esporte, Mestre em Ortopedia e Traumatologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Membro do Grupo de Traumatologia do Esporte da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Consultório: Rua Martinico Prado 26 Cj. 151 Higienópolis São Paulo SP 01224-010 Brasil Telefone: +55 (11) 3337-2558

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