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Síndrome de Asperger, o que é e como diagnosticar?

Escrito por:Redação SO.U + Bem Estar |

18 de Fevereiro Dia Internacional da Síndrome de Asperger

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) pode despertar dúvidas em muitas pessoas. Afinal, ainda é uma área em estudo na medicina. Por isso, o dia 18 de fevereiro é um momento para promover informações de qualidade a respeito de uma de suas variações: a Síndrome de Asperger (SA).

A data foi escolhida a partir do dia de nascimento do primeiro especialista a descrever o transtorno, o médico e psiquiatra austríaco Hans Asperger. Ele o fez em 1944 e a descoberta foi revolucionária e mudou a realidade de inúmeras pessoas ao redor do globo.

Por isso, neste artigo você entenderá mais sobre o que é a Síndrome de Asperger, como ela pode ser diagnosticada e quais os tratamentos indicados. Acompanhe a leitura para conferir todas as informações!

O que é a Síndrome de Asperger?

A síndrome de Asperger faz parte do TEA. Esta é uma condição de caráter neurológico e está presente na criança desde o seu nascimento. Atualmente, ela costuma ser considerada uma variação do autismo em nível leve.

Porém, nem sempre foi dessa forma. No século passado, por exemplo, pessoas com essa variação comportamental poderiam ser consideradas esquizofrênicas.

Os médicos que desvendaram que essa síndrome não fazia parte da doença mental citada anteriormente foram Kanner e Hans Asperger. Os dois iniciaram os seus estudos com crianças que apresentavam essa particularidade de comportamento.

Entretanto, apesar de ser considerado uma variação Nível 1 do autismo, a Síndrome de Asperger pode apresentar sintomas diversos no indivíduo. Entre os principais estão:

  • excentricidade;
  • dificuldade em relacionamentos sociais;
  • constrangimento motor;
  • repetição de comportamentos;
  • transtornos motores;
  • desafio para decifrar as intenções de outros;
  • necessidade de corrigir erros

Lembrando que uma pessoa com Síndrome de Asperger pode apresentar alguns dos sinais citados ou um conjunto deles. Isso acontece porque existem muitas nuances quanto ao comportamento de pessoas com esse traço marcante.

Em crianças, é  importante ficar atento aos sinais que elas apresentam — mesmo em estágios iniciais da vida. Alguns responsáveis conseguem captar um padrão comportamental no filho e, dessa forma, pode buscar um diagnóstico que confirme ou descarte a possibilidade.

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Quais as possíveis causas para ela?

Ainda não existem estudos que comprovem a origem exata dessa condição. O que a comunidade médica acredita é que possa haver uma causa genética dentro das possibilidades.

No entanto, é necessário afirmar que, até o momento, o fator hereditário não é totalmente compreendido. Apesar de pesquisas na área, a causa ou o conjunto de fatores responsáveis por desenvolver essa condição são desconhecidos.

Além disso, vale destacar que esta não seria uma condição causada pelo desenvolvimento da mesma na família, sua criação ou experiências de vida. Muitos pais com crianças autistas por vezes podem sentir algum tipo de culpa, mas devem ser isentos de tal responsabilidade.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico como de algumas síndromes é muito particular e pode ser difícil de ser alcançado em uma primeira tentativa. Conforme dito anteriormente, a SA está dentro do espectro autista, mas possuindo sinais mais leves no que diz respeito aos sintomas.

Como existe uma grande variedade de padrões de comportamento, é necessário um olhar mais atento para ter um possível reconhecimento incontestável da condição.

Ao surgirem os primeiros sinais, a pessoa deve ser encaminhada para um médico especialista. Essa ação é a parte mais importante no início da identificação dos sintomas.

Nesse primeiro momento, ela deverá ser observada por um equipe multidisciplinar, composta pelas áreas da psiquiatria, neurologia, psicologia, terapia ocupacional e fonoaudiologia.

Durante o período de observação, são indicados testes neuropsicológicos que devem ser executados por profissionais da área da saúde.

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Quais são os possíveis tratamentos?

Os tratamentos agem em conjunto para desenvolver a criança ou o adulto para que os sinais da SA sejam mais fáceis de contornar. Assim, como o diagnóstico é feito por uma equipe multidisciplinar, os tratamentos também seguem a mesma linha de raciocínio.

As possibilidades incluem:

Fonoaudiologia

Esse acompanhamento é destinado a indivíduos que possuem a condição e que têm dificuldades na fala. Seja para executar o som ou na hora de expressar sentimentos, existem casos em que a expressão de sentimento vem por meio de uma alteração de voz.

Terapia ocupacional

Este tratamento é indicado para o desenvolvimento de questões sensoriais e motoras. Além da terapia, também pode ser indicado a prática de esportes, tendo em vista que durante a atividade serão desenvolvidas tanto habilidades de mobilidade quanto sociais.

Medicamentos

Logo de início, é necessário afirmar que não existe um medicamento específico para tratar o SA como um todo. Algumas medicações podem auxiliar no controle de alguns comportamentos repetitivos.

Também são indicados para controlar a ansiedade, impulsividade, depressão, entre outros. Todos os tratamentos, principalmente os medicamentosos, devem ser prescritos por um médico especialista, como o psiquiatra.

Apoio familiar

Esta é uma parte importante para obter sucesso no desenvolvimento do indivíduo. Afinal, a família ou os responsáveis desempenham um papel importante para a execução dos tratamentos, especialmente com o suporte na autoestima.

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Como ajudar uma pessoa com a Síndrome de Asperger?

A família e todos os que cercam as pessoas dentro do autismo, são parte do processo de desenvolvimento de uma pessoa com esse espectro. Ou seja, mesmo que você seja o professor, colega de sala ou chefe, é importante saber como deixar a pessoa confortável.

Dessa forma, ela será mais produtiva em diversas áreas da vida (relações pessoais e profissionais). Algumas dicas para ajudar no dia a dia de uma pessoa são:

  • respeitar o tempo e o espaço da criança ou adulto;
  • incentivar a comunicação, principalmente com pessoas da mesma faixa etária;
  • ser objetivo na hora de conversar;
  • programar possíveis mudanças de rotina com antecedência

As famílias devem saber que, muitas vezes, é necessário buscar um apoio psicológico para que o profissional possa ajudar você a lidar com todos os sentimentos que podem surgir.

Além disso, pessoas com a Síndrome de Asperger não ficam impossibilitadas de viver de maneira independente. Elas podem trabalhar, estudar e morar sozinhas. Ou seja, pode fazer tudo o que alguém fora da SA faz.

Portanto, é importante desmistificar os preconceitos em torno dela e apoiar a jornada de todos — respeitando as suas particularidades.

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