Saúde & Bem Estar

Cálcio: a força da construção do tecido ósseo

Escrito por:Redação SO.U + Bem Estar | 4 minutos de leitura

Em qualquer idade, vitamina D e principalmente cálcio são essenciais à boa saúde

O cálcio deve estar presente diariamente em nossas vidas, através da alimentação. Sem essa reposição diária, o estoque pode baixar e, com o tempo, ocasionar o enfraquecimento dos ossos. E isso pode ser bem perigoso.

Um dos principais riscos é, em longo prazo, o desenvolvimento da conhecida Osteoporose, doença causada pela perda de força óssea que pode resultar em ossos fragilizados e, eventualmente, fraturas. Ela atinge principalmente o grupo da terceira idade que, em casos de osteoporose mais pronunciada, pode apresentar fraturas de membros, quadril, joelho, pulsos, etc. Entretanto, algumas medidas no dia a dia permitem, em qualquer idade, a preservação e manutenção de ossos mais saudáveis.

Pico de massa óssea

Assim é denominado o estágio na vida em que os ossos atingem seu maior tamanho e força – e os genes têm tudo a ver com isso. Sim, nosso tamanho corporal e nossa estrutura óssea são determinados por nossa carga genética. O que não impede que a densidade óssea ideal possa ser construída, através não apenas de uma dieta rica em cálcio, mas também em consonância com um estilo de vida saudável e exercícios físicos.

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Cálcio: fundamental para a saúde

O melhor período para se construir uma densidade óssea robusta é durante os anos de crescimento rápido. Infância, adolescência e idade adulta jovem é o período durante o qual é possível aumentar significativamente o pico de massa óssea, auferindo o bom resultado nos anos seguintes. É também o período durante o qual escolhas erradas – principalmente entre jovens adultos – como tabagismo, consumo excessivo de álcool, má alimentação e sedentarismo podem comprometer um desenvolvimento ósseo saudável.

O pico de massa óssea é atingido por volta dos 25-30 anos. A partir dos 40 anos, esse começa lentamente a cair. No entanto, esse inevitável decréscimo gradual de massa óssea pode ser revertido, através de uma nutrição balanceada e exercícios físicos regulares. Ainda que todos, sem exceção, estejam sujeitos à perda de densidade óssea por conta da idade, pessoas que atinjam um maior pico de massa óssea durante a vida adulta estarão mais protegidas no futuro de fraturas decorrentes da osteoporose, quando ficarem mais velhos. É a chamada reserva.

Algumas pessoas, entretanto, estão mais sujeitas à perda óssea mais rapidamente que outras, devido a maneira que metabolizam o cálcio. Dieta apropriada e exercícios podem até ajudar, mas nesses indivíduos, a perda óssea pode vir a ser mais acelerada. A boa notícia é que, em anos recentes, laboratórios desenvolveram novos medicamentos para tratar problemas metabólicos de absorção de cálcio, tornando possível reverter o quadro.

Homens e mulheres, diferentes densidades

Como resultado do saldo acumulado durante a fase de crescimento, homens tendem a possuir um pico de massa óssea maior do que o das mulheres. Já estas, por sua vez, em virtude de possuírem ossos menores, com córtex mais fino e de menor diâmetro, estão mais vulneráveis ao desenvolvimento de Osteoporose. Essa aparente vantagem, entretanto, não livra de riscos o sexo masculino, especialmente após os 70 anos, quando a perda de massa se acentua e o consequente risco de fraturas aumenta significativamente.

Cálcio e vitamina D, a fórmula ideal

Ainda assim, há atitudes em qualquer estágio da vida ou faixa etária que podem assegurar a boa saúde dos ossos. Nesse processo, é especialmente importante o consumo diário de cálcio, mas também de vitamina D – ambos essenciais e complementares, sendo que a vitamina D assegura a absorção do cálcio por parte do organismo. Mas atenção: o padrão de nossas necessidades desses elementos é individual, e varia não apenas em relação à faixa etária.

Por exemplo: pessoas de pele mais escura, ou que são obesas, necessitam mais do que a média diária de vitamina D do que quem é mais magro ou tem a pele mais clara. Por conta disso, é necessário sempre consultar o médico. Através de acompanhamento, ele poderá determinar as necessidades individuais de cálcio e vitamina D, bem como se suplementos vitamínicos são ou não indicados.

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