Movimento

A dança como tratamento

Escrito por:Redação SO.U + Bem Estar | 5 min

Pesquisadores avaliam que a atividade pode reduzir a progressão do Mal de Parkinson

As atividades físicas, como sabemos, trazem diversos benefícios ao corpo e à mente. E, com a dança, não é diferente. Há tempo a prática é considerada como uma boa forma de adquirir melhor condicionamento físico, coordenação motora, perda de peso, além de ser uma forma de aliviar o estresse e tensões. Entre tantas outras vantagens de dançar, estudos recentes mostram que pode auxiliar pacientes com Mal de Parkinson.

A doença degenerativa afeta o sistema motor nervoso central e é associada à progressão da disfunção motora nos cinco anos seguintes ao diagnóstico. A condição é referida como um distúrbio do movimento devido aos tremores associados, enrijecimento ou rigidez dos movimentos, lentidão dos movimentos (bradicinesia) e instabilidade postural (equilíbrio). No entanto, também afeta muitos outros sintomas corporais não associados ao movimento, como ansiedade, depressão, demência e problemas leves de memória e pensamento, bem como disfunção executiva.

E a dança tem se mostrado uma grande aliada no tratamento dos pacientes com a doença, que não tem cura. De acordo com estudo conduzido pelo Departamento de Psicologia da York University, no Canadá, participar de aulas de dança durante três anos reduziu drasticamente a progressão do Parkinson. Isso foi percebido com a diminuição do declínio da função motora esperado no período e a melhora da fala, dos tremores, da rigidez e do equilíbrio. Além dos problemas nos movimentos, a pesquisa mostrou também melhoras em sintomas psicológicos trazidos pela condição, como depressão e isolamento social.

No Brasil, Universidade Federal do Rio Grande do Sul também conduz estudo nessa área, com o grupo de idosos “Dança e Parkinson”. As aulas oferecidas gratuitamente trabalham a coordenação motora e a consciência corporal, e são pensadas de acordo com as possibilidades e necessidades de cada aluno. E têm como base ritmos brasileiros como o forró e samba. De acordo com os pesquisadores do projeto, os benefícios da dança para estes pacientes vão além da fisioterapia tradicional, porque envolvem uma tomada de decisão mais ativa, ao se movimentar em diversas direções e coordenar o movimento de várias partes do corpo ao mesmo tempo.

Ainda que as pesquisas ainda estejam em andamento, já trazem bons sinais do que a dança pode fazer por estes pacientes. E, como de costume, o importante é se exercitar e não parar de se mexer.

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