Ortopedia

Tratamentos não cirúrgicos para lesões ortopédicas

Escrito por:Redação SO.U + Bem Estar |

Entenda veja quais são as principais lesões ortopédicas, como elas acontecem e quais são os principais tratamentos não cirúrgicos para elas!

As lesões ortopédicas são bastante comuns para diversas pessoas. Elas podem acontecer de várias maneiras, desde a prática de atividades físicas, passando por acidentes domésticos até por problemas crônicos e muitas vezes pode se utilizar de Tratamentos não cirúrgicos para cuidar delas.

Apesar de serem recorrentes, muitas delas são graves e até demandam intervenções cirúrgicas. Contudo, a depender do cenário, existem diversas maneiras de tratar lesões ortopédicas de maneira menos invasiva.

A seguir, veja quais são as principais lesões ortopédicas, como elas acontecem e quais são os principais tratamentos não cirúrgicos para elas!

O que são lesões ortopédicas?

Lesões ortopédicas são aquelas que afetam o sistema musculoesquelético do corpo humano. Isto é, ossos, articulações, músculos, tendões, ligamentos etc.

Eles trabalham em conjunto para fornecer suporte estrutural e permitir o movimento do corpo. Desse modo, essas lesões podem ter impactos significativos na rotina diária e na qualidade de vida das pessoas.

A dor é um sintoma comum associado a muitas lesões ortopédicas. Isso pode dificultar a realização de atividades diárias simples, como caminhar, levantar objetos ou até mesmo se vestir.

Além disso, lesões nas articulações, músculos ou ligamentos podem resultar em limitações de movimento. Como consequência, elas têm o potencial de afetar a capacidade de realizar tarefas básicas, como agachar, esticar, alcançar objetos e até mesmo virar a cabeça.

E não dá para ignorar os elementos psicológicos. A dor crônica e a limitação de atividades podem ter um impacto emocional significativo, causando estresse, ansiedade, depressão e frustração.

Tratamentos não cirúrgicos para lesões ortopédicas

Quais são as principais lesões ortopédicas?

Como você viu, as lesões ortopédicas podem atingir diversas áreas do nosso corpo. Nesse sentido, elas podem ter diferentes graus.

Veja as principais!

Fraturas

As fraturas representam quebras ou fissuras nos ossos. Elas podem variar em gravidade desde pequenas rachaduras até fraturas completas, em que o osso se divide em duas ou mais partes.

Essas quebras podem ocorrer em qualquer osso do corpo e são classificadas de acordo com diversos critérios, incluindo o tipo de fratura, a localização no osso e a orientação da quebra.

Entorses e distensões

Uma entorse ocorre quando um ou mais ligamentos são esticados ou rompidos devido a um movimento excessivo ou força súbita. Esse tipo de lesão é mais comum em articulações como tornozelos, joelhos e punhos.

Por sua vez, uma distensão é uma lesão que afeta um músculo ou tendão. Ela ocorre quando esses tecidos são esticados além de seus limites normais, causando microlesões ou, em casos mais graves, rupturas parciais ou completas das fibras.

Tendinite e lesões por esforço repetitivo

A tendinite é uma condição na qual um ou mais tendões ficam inflamados ou irritados. Ela é frequentemente causada pelo uso excessivo, esforço repetitivo ou lesões traumáticas resultantes em irritação crônica dos tendões.

Luxações

Uma luxação ocorre quando um osso é deslocado de sua posição normal em uma articulação, resultando na perda do alinhamento correto entre os ossos. Ou seja, ele não foi necessariamente quebrado. Apenas saiu do lugar.

Esses são apenas alguns exemplos de lesões ortopédicas. Existem diversos outros, como artrite.

O que causam as lesões ortopédicas?

As lesões ortopédicas podem ter diferentes causas. Muitas delas ocorrem devido a traumas e acidentes, como quedas, colisões, acidentes etc.

Impactos bruscos ou forças excessivas podem causar fraturas, entorses, distensões e outras lesões. Ainda, há muitas outras causas, como:

  • Movimentos repetitivos: ocorrem quando os mesmos movimentos são realizados com frequência, colocando pressão excessiva em músculos, tendões e articulações;
  • Uso excessivo: acontecem normalmente quando o corpo não tem tempo suficiente para se recuperar entre atividades, sendo comum em atletas que treinam intensamente sem pausas adequadas;
  • Postura e má ergonomia: podem colocar estresse adicional nas articulações e músculos, levando a lesões ao longo do tempo;
  • Envelhecimento: ossos, músculos e articulações podem se tornar mais frágeis com o passar dos anos, aumentando o risco de lesões;
  • Má alimentação e saúde geral: a saúde geral do corpo, incluindo nutrição inadequada e falta de exercício, pode enfraquecer os ossos e os músculos, tornando-os mais suscetíveis a lesões.

De maneira geral, é importante notar que a prevenção desempenha um papel crucial na redução do risco de lesões ortopédicas, certo?

Praticar técnicas de movimento seguro, manter uma postura adequada, usar equipamentos de proteção adequados e dar tempo suficiente para o corpo se recuperar após atividades físicas são medidas que podem ajudar a evitar muitas lesões.

Quais os tratamentos não cirúrgicos para lesões ortopédicas?

Apesar de ser um caminho e, muitas vezes, necessário, há formas de tratar certas lesões ortopédicas sem precisar de cirurgias.

Confira os principais tratamentos!

Repouso

Descansar a área afetada é frequentemente o primeiro passo no tratamento. Evitar atividades que causem dor ou irritação é importante para permitir que os tecidos se curem.

Além disso, aplicar gelo na área lesada pode ajudar a reduzir a inflamação e o inchaço. Isso é especialmente eficaz nas primeiras 48 horas após a lesão.

Compressão e elevação

O uso de bandagens elásticas ou ataduras compressivas pode ajudar a reduzir o inchaço e fornecer suporte à área lesada. Elas também podem limitar movimentações, que teriam chances de intensificação da lesão.

Ainda, elevar a parte afetada do corpo acima do nível do coração ajuda a reduzir o inchaço, promovendo o fluxo sanguíneo adequado.

Dispositivos como talas ou órteses podem fornecer suporte à área afetada e ajudar a prevenir movimentos prejudiciais durante a cicatrização.

Medicamentos

Anti-inflamatórios podem ajudar a reduzir a dor e a inflamação. Já os analgésicos de venda livre também conseguem ser usados para alívio da dor.

Em casos de inflamação ou dor persistente, injeções de corticosteróides podem ser usadas para reduzir a inflamação local.

Fisioterapia

A fisioterapia é frequentemente usada para lesões musculares, tendinosas e articulares. Ela inclui exercícios de fortalecimento, alongamento, mobilização e técnicas de reabilitação.

Entre as abordagens estão alongamentos, fortalecimento muscular, exercícios de equilíbrio e coordenação para melhorar a função muscular e articular. Também há técnicas manuais realizadas pelo fisioterapeuta para melhorar a mobilidade articular e aliviar a dor.

Mas é fundamental destacar que o tratamento apropriado deve ser determinado por um profissional de saúde, como médico ortopedista, tudo bem?

O tratamento não cirúrgico é muitas vezes eficaz para uma variedade de lesões musculoesqueléticas, mas a adesão às orientações médicas e a paciência durante o processo de recuperação são essenciais para alcançar os melhores resultados.

Veja também: Os benefícios do fisioterapeuta no tratamento de lesões esportivas

Sobre o autor

Portal de Notícias sobre esporte, saúde, e bem-estar. Uma fonte de Informações a partir de pesquisas científicas nas áreas de ortopedia, medicina esportiva, fisioterapia e tratamentos coadjuvantes.

Dúvidas e Comentários

Espaço para que você possa deixar suas dúvidas e comentários, que serão respondidas pelos nossos Especialistas.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja também

Ansiedade Noturna: Psicólogo ensina estratégias para lidar com preocupações durante o sono

Descubra os sinais, origens e métodos para lidar com esse desafio

Leia mais

SBACV alerta para aumento expressivo de trombose venosa no Brasil e responde se há correlação com a vacinação de COVID-19

Sociedade reforça importância de campanhas de conscientização no país

Leia mais

Revolução silenciosa: 38% dos afastamentos nas empresas são por motivos relacionados à saúde mental

O aumento significativo é atribuído a vários fatores, incluindo o impacto contínuo da pandemia e mudanças rápidas no ambiente de trabalho

Leia mais