Saúde do Idoso

Resiliência do cérebro 60+ é comprovada na atuação de Tom Cruise em Missão Impossível

Escrito por:Redação SO.U + Bem Estar |

Em um misto de superação, criatividade, resiliência e inteligência, o ator Tom Cruise no auge dos 61 anos, se mostra tão maduro quanto capaz de protagonizar o sétimo filme da franquia, Missão: Impossível: Acerto de Contas Parte Um.

Boa parte do sucesso do filme se deve à dedicação de Tom Cruise o qual não poupou esforços e não apenas dispensou dublês para as cenas perigosas como se preparou para elas fazendo mais de 500 saltos de paraquedas, andou mais de 13 mil km de moto para aprender a saltar sob duas rodas e repetiu inúmeras vezes as cenas para atingir a perfeição. “Este é um grande exemplo do que chamamos dentro da neurociência de resiliência, que é capacidade do cérebro de se readaptar sempre, ultrapassando os limites da idade. Uma pessoa que desenvolve habilidades que chamamos de interpessoais, como a resiliência, encara os processos do próprio envelhecimento de um jeito muito benéfico para capaz de dar um novo sentido de vida na velhice”, diz o médico.

Missão Impossível - Tom Cruise

Imagem por Instagram @tomcruise

Fisiologicamente falando existe um processo natural que, com o passar do tempo, traz uma diminuição de volume do cérebro que se altera e diminui a densidade de conexões das sinapses, das atividades dos neurotransmissores e dos neurônios que vão decrescendo, mas o médico afirma que todo esse processo pode ser minimizado se o cérebro for nutrido de aprendizados e superações.

“Fazendo uma analogia a objetos físicos, um computador ou um celular, ao longo do tempo ficam sobrecarregados de memória e começam a travar. Mas, nada que uma atualização de uma nova formatação não o ajude a trabalhar melhor. É assim que acontece com o cérebro também”, compara Dr. Fernando.

O cérebro aprende e assimila melhor através da motivação. Por isso que qualquer atividade que provoque a mente e desperte o interesse na superação, naturalmente libera neurotransmissores que aumentam o prazer, como a dopamina, por exemplo. “São os momentos de prazer que acionam o mesmo sistema de recompensa cerebral que ajuda a sair de uma depressão e retarda o aparecimento de demências, por exemplo”, ensina o neurocirurgião.

Dr. Fernando afirma ainda que os cérebros das pessoas mais velhas não podem ser considerados mais fracos. “Pelo contrário, usar esse grande acúmulo de conhecimentos traz a maturidade necessária para impulsionar a aprender mais. Nesta fase da vida, o aposentado, por exemplo, dispõe de mais tempo para fazer coisas prazerosas e sem o estresse que o adulto tem na rotina de trabalho. Assim, esse é o momento ideal de colher os melhores frutos que essa fase pode trazer”, finaliza.

Fonte:Dr Fernando Gomes, Professor Livre Docente de Neurocirurgia do Hospital das Clínicas de SP com mais de 2 milhões de seguidores.  Há 12 anos atua como comunicador, já tendo passado pela TV Globo por seis anos como consultor fixo do programa Encontro com Fátima Bernardes (2013 a 2019), por um ano (2020) na TV Band no programa Aqui na Band como apresentador do quadro de saúde “E Agora Doutor?” e dois anos (2020 a 2022) como Corresponde Médico da TV CNN Brasil. É também autor de 8 livros de neurocirurgia e comportamento humano.

Professor Livre Docente de Neurocirurgia, com residência médica em Neurologia e Neurocirurgia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, é neurocirurgião em hospitais renomados e também coordena um ambulatório relacionado a doenças do envelhecimento no Hospital das Clínicas.

Sobre o autor

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