Ortopedia

Cotovelo de tenista, você sabe o que é?

Escrito por:Redação SO.U + Bem Estar | 3 minutos de leitura

Apesar do nome, ela é muito mais comum em quem sequer pratica o esporte.

A epicondilite lateral, mais conhecida como “cotovelo de tenista” é uma condição degenerativa de tendões na região lateral do cotovelo, por isso, é associada a tenistas e a golfistas. Ela pode ocorrer com qualquer pessoa que, por diversas questões realize movimentos repetitivos, o que acaba ocasionando a lesão.

Mecânicos, operários, pedreiros, entre outros, estão muito mais sujeitos a ela do que tenistas. Idosos e pessoas acima dos 35 anos que usem repetidamente pulsos ou dedos em atividades diárias, digitação, por exemplo, também engrossam a lista.

Os principais sintomas são:

  • Dor no cotovelo que aumenta com movimentos de extensão do punho e dos dedos (exemplo: agarrar objetos);
  • Irradiação dessa mesma dor da parte externa do cotovelo para o antebraço e para as costas da mão;
  • Fraqueza no membro atingido;
  • Rigidez dos músculos do antebraço;
  • Dificuldade em segurar ou torcer alguma coisa;
  • Sensibilidade na região afetada.

Cotovelo de Tenista

Exames

Alguns exames auxiliam o médico a detectar a epicondilite lateral. O exame físico e o histórico clínico da pessoa é analisado para descartar outras possíveis patologias que ocorrem na mesma região. Porém, exames laboratoriais, ultrassonografias, e principalmente ressonâncias magnéticas podem ser feitos, mas na maioria dos casos não são necessários para fechar o diagnóstico.

Tratamento

O tratamento costuma ser não cirúrgico, e a primeira indicação é de duas a três semanas de repouso e evitar esforços nos casos mais graves. Anti-inflamatórios são paliativos e não resolvem o problema, porém pode ser indicado para amenizar as dores.

Compressas de gelo na parte afetada, duas a três vezes ao dia, também ajudam bastante; em alguns casos o uso de órteses ortopédicas – apoio externo aplicado ao corpo para ajudar os aspectos funcionais – pode ser indicado pelo médico.

Em casos mais complicados, a aplicação de injeções de cortisona pode ser avaliada.

Quanto à fisioterapia, dependendo do caso, o médico pode indicar a acupuntura, em conjunto com técnicas como ultrassom e eletroterapia, além de exercícios de alongamento, à medida em que o paciente melhorar.

O tratamento mais eficaz, no entanto, é agir diretamente sobre a causa. E a principal causa é relacionada com a mecânica do indivíduo, sendo a fraqueza muscular e encurtamento da musculatura que estende os dedos, o punho o fator mais impactante, principalmente quando essa musculatura é muito usada. Adequar a capacidade funcional do paciente ao que ele exige do seu corpo é muito importante para a recuperação.

Caso a dor persista após um período entre seis a doze meses, entre o descanso e o tratamento, a cirurgia pode ser considerada.

Se não tratado, o cotovelo de tenista pode evoluir para uma dor de cotovelo crônica e limitar os movimentos.

Sobre o autor

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