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Câncer de mama: saiba por que a detecção precoce é vital e aprenda os passos essenciais

Escrito por:Redação SO.U + Bem Estar |

Entenda por que a detecção precoce é vital na luta contra o câncer de mama.

O câncer de mama é uma realidade que afeta milhões de mulheres em todo o mundo, representando não apenas um desafio de saúde, mas também uma jornada de superação e esperança.

Nesse cenário, a detecção precoce emerge como um fator crítico que pode determinar não apenas o curso da doença, mas, em muitos casos, a própria sobrevivência.

Conhecer e agir com consciência são as chaves para a prevenção e tratamento bem-sucedido dessa condição, oferecendo esperança para todas as pessoas que enfrentam essa batalha.

Qual é a importância da detecção precoce?

A detecção precoce do câncer de mama é de extrema importância devido ao impacto direto que tem sobre o prognóstico e o tratamento da doença. Quando o câncer de mama é identificado em estágios iniciais, as chances de tratamento bem-sucedido são consideravelmente maiores.

Isso significa que o tumor é menor e menos propenso a se espalhar para outras partes do corpo, tornando os tratamentos menos agressivos e preservando a qualidade de vida da paciente. Além disso, a detecção precoce pode aumentar significativamente as taxas de sobrevivência.

Câncer de mama saiba por que a detecção precoce é vital e aprenda os passos essenciais

Quais são os fatores de risco para desenvolver câncer de mama?

Existem diversos fatores de risco associados ao desenvolvimento do câncer de mama. Você confere os principais a seguir:

  • Idade avançada;
  • Histórico familiar da doença;
  • Mutações genéticas;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Obesidade;
  • uso prolongado de terapia hormonal;
  • Início precoce da menstruação ou mesmo menopausa tardia.

No entanto, é importante ressaltar que ter um ou mais desses fatores de risco não significa que alguém definitivamente desenvolverá câncer de mama. A prevenção e a detecção precoce ainda desempenham um papel fundamental na redução do risco.

O que observar no autoexame?

No autoexame das mamas, é importante estar atento a qualquer alteração nos seios. Tudo que fuja da normalidade daquela região deve ser considerado um ponto de alerta. Para que você saiba diferenciar, é necessário ter conhecimento sobre o seu corpo para saber se existe algo novo.

Mas, de forma geral, a busca por sinais preocupantes começa pela verificação de nódulos, caroços, textura da pele ou mesmo dos mamilos. Também se deve observar deformidades nos seios, retrações, inchaço, vermelhidão, sensibilidade excessiva ou secreção mamilar.

O autoexame deve ser realizado mensalmente, de preferência após o período menstrual, e qualquer mudança suspeita deve ser relatada imediatamente a um profissional de saúde para avaliação mais aprofundada.

Como é realizado o diagnóstico?

O diagnóstico do câncer de mama envolve vários passos. A mamografia é uma das ferramentas mais comuns para rastrear alterações nos seios, mas, como você aprendeu, a detecção precoce pode começar em casa com o autoexame.

Após o autoexame e a mamografia, caso seja identificado pontos de anormalidades, outros exames poderão ser solicitados. Sendo eles: ultrassonografia, ressonância, biópsia, dentre outros. Esses resultados ajudarão o médico especialista a identificar a existência do câncer e seu estágio.

Dessa forma, o profissional poderá iniciar um curso de tratamento que seja efetivo para aquela realidade específica. Existem diversas possibilidades e a escolha dependerá do caso de cada paciente e como ela responderá aquele direcionamento.

Veja algumas possibilidades de tratamento:

  • Cirurgia: ela é, muitas vezes, o primeiro passo no tratamento. Existem diferentes tipos de cirurgia, incluindo a remoção do tumor e a remoção dos gânglios linfáticos axilares. A escolha do procedimento cirúrgico depende do tamanho e da extensão do tumor;
  • Radioterapia: envolve a utilização de radiações de alta energia para destruir as células cancerosas. É frequentemente administrada após a cirurgia para eliminar quaisquer células cancerosas remanescentes;
  • Quimioterapia: utiliza medicamentos para destruir as células cancerosas ou impedir seu crescimento. Pode ser administrada antes ou depois da cirurgia, dependendo do caso;
  • Terapia hormonal: envolve o uso de medicamentos para bloquear a ação desses hormônios, retardando ou interrompendo o crescimento do câncer.
  • Terapias direcionadas: visam proteínas específicas presentes nas células cancerosas;
  • Imunoterapia: é uma abordagem mais recente que estimula o sistema imunológico do corpo a combater as células cancerosas. Pode ser usada em alguns casos de câncer de mama metastático;
  • Cirurgia de reconstrução: após uma mastectomia, algumas mulheres optam pela cirurgia de reconstrução mamária para restaurar a aparência do seio.

Apesar da existência de diferentes tratamentos para diversos estágios da doença, em alguns casos, eles não são efetivos. Por conta disso, existem uma série de cuidados paliativos que podem auxiliar a paciente com dores e qualidade de vida.

Existe câncer de mama em homens?

O câncer de mama em homens, embora menos comum, é uma questão de saúde que merece atenção. Embora a maioria dos casos ocorra em mulheres, o sexo masculino também pode ser afetado por essa condição.

Dito isto, é fundamental destacar que os homens não estão imunes ao câncer de mama, e a conscientização sobre essa possibilidade é essencial. Assim como nas mulheres, os homens também devem estar cientes dos sinais de alerta e da importância da detecção precoce.

Os sinais em homens podem incluir a presença de um nódulo ou espessamento na mama, dor na área mamária, inversão do mamilo, secreção mamilar e alterações na textura da pele da mama. Qualquer um desses sintomas deve ser motivo de consulta médica imediata.

A detecção precoce é igualmente vital para os homens, pois permite um diagnóstico em estágios iniciais, aumentando significativamente as chances de tratamento bem-sucedido. Os homens também podem realizar o autoexame mamário, embora seja menos comum.

Consultar um médico regularmente e comunicar qualquer alteração na saúde da mama é uma prática importante para todos, independentemente do gênero.

Veja também: Plantão #19 – Outubro Rosa | Câncer de Mama

 

 

 

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